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O Outubro Rosa é muito mais que uma campanha anual: é um lembrete de que a saúde da mulher precisa de atenção contínua. O câncer de mama é o tipo que mais atinge mulheres no Brasil e, segundo o INCA, cerca de 704 mil novos casos por ano são estimados entre 2023 e 2025. A boa notícia? O diagnóstico precoce salva vidas e aumenta significativamente as chances de cura.
Neste blog, você vai entender de forma simples o que é o câncer de mama, seus sintomas, fatores de risco, formas de diagnóstico e como se prevenir.
A doença surge quando as células da mama começam a se multiplicar de forma descontrolada, formando um tumor. Essas células podem atingir diferentes partes da mama, como:
Lóbulos (onde é produzido o leite)
Ductos (por onde o leite passa até o mamilo)
Tecido conjuntivo, que sustenta toda a estrutura
A maioria dos tumores começa nos ductos ou lóbulos e, se não tratados, podem se espalhar para outros órgãos — condição conhecida como metástase.
Embora muitos casos sejam detectados em exames de rotina, é importante conhecer os sinais que podem surgir:
Nódulo endurecido na mama ou axila
Vermelhidão ou aspecto de “casca de laranja” na pele
Mamilo invertido ou retraído
Inchaço ou assimetria nas mamas
Secreção anormal pelos mamilos
Espessamento da pele
Linfonodos aumentados
Dor na mama ou mamilo (menos comum)
Ao notar qualquer alteração, o ideal é procurar atendimento médico. Não espere o sintoma avançar.
Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver câncer de mama. Veja os principais:
Histórico familiar (mãe, irmã ou filha com câncer de mama)
Idade acima de 50 anos
Menarca precoce (antes dos 12 anos)
Menopausa tardia
Mutações genéticas (como BRCA1 e BRCA2)
Obesidade
Sedentarismo
Tabagismo
Consumo de álcool
Primeira gravidez após os 30 anos ou nunca ter engravidado
Reposição hormonal prolongada sem acompanhamento
O rastreamento é feito principalmente por mamografia, que detecta alterações antes mesmo que os sintomas apareçam. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda:
Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar mamografia anualmente.
Exames como ultrassom e ressonância podem complementar a investigação. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, quando necessário.
É um sistema que classifica os achados dos exames de imagem em categorias de 0 a 6, indicando o risco e orientando a conduta médica.
Por exemplo:
1 e 2 → achados normais ou benignos
3 → provavelmente benigno (apenas acompanhamento)
4 e 5 → achados suspeitos ou altamente suspeitos (biópsia indicada)
6 → câncer já confirmado
O tipo de tratamento depende do estágio do câncer, mas hoje existem várias opções além da cirurgia radical. Entre elas:
Cirurgia conservadora ou mastectomia
Quimioterapia
Radioterapia
Terapias-alvo
Imunoterapia
Os avanços têm permitido tratamentos mais eficazes e menos invasivos, preservando qualidade de vida.
Algumas mudanças no estilo de vida ajudam a reduzir o risco e favorecem a recuperação de quem já teve a doença:
Manter o peso saudável
Praticar atividade física regularmente (mínimo 150 minutos/semana)
Evitar cigarro e consumo de álcool
Ter alimentação rica em alimentos naturais (frutas, verduras, legumes e grãos)
Amamentar, se possível
Acompanhar reposição hormonal com um profissional
Falar sobre câncer de mama é quebrar tabus, incentivar a prevenção e fortalecer mulheres. O autocuidado não precisa ser difícil ou demorado — começa com atenção ao próprio corpo e com a decisão de manter os exames em dia.
Se detectado no início, as chances de cura chegam a 95%. Por isso, o Outubro Rosa não deve acabar no fim do mês: a conscientização precisa ser contínua.
🌸 Previna. Informe. Apoie. Cuidar de si também é um ato de amor.
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